Gatos, fatos e boatos – e carrapatos

Ações colaborativas e comunitárias contribuem a todos do bairro. Com este espírito um grupo de moradores fez uma reunião no dia 9/Out/2019, à qual todos foram convidados por email e pelo Facebook do bairro, para tratar da população de gatos soltos no bairro, em especial na pracinha da Aparecido Pavan.

Tivemos a participação da Sra. Márcia, representante do GAAR-Campinas que recomenda a metodologia/técnica CED que resumidamente é Capturar, Esterilizar e Devolver. “A técnica, idealizada em 1950 pela ativista Ruth Plant, é uma alternativa efetiva para controlar o número de gatos de rua […]. Ela consiste em capturar os animais, castrá-los e devolvê-los imediatamente a sua colônia de origem. ” Fonte: Canal do Pet – iG @

As onze pessoas que estavam na reunião estimaram que o bairro tem cerca de 30 gatos que deveriam ser esterilizados. Gatos estéreis se envolvem em menos “confusões” do que os gatos aptos a procriarem.

Este grupo concebeu um plano resumido a seguir:

  • Será marcado um horário com o GAAR para a castração de gatos. Com dia e horário marcados, com pelo menos 12 horas de antecedência,
  • Alguns moradores, devidamente orientados, vão capturar um ou dois gatos por vez (temos pelo menos duas gatoeiras para este procedimento). Ninguém deve tentar pegar gatos de ruas (ou ferais) com as mãos. Eles podem arranhar e morder a pele profundamente com riscos de infecção – se isto acontecer, procure higienizar imediatamente.
  • O animal capturado será levado, com a maior tranquilidade possível, à clínica indicada pelo GAAR.
  • Logo após a liberação pelos veterinários, o gato será devolvido ao seu local de costume.

Do início ao final, devem correr poucos dias. O custo de clínica, por intermediação do GAAR para castração de gatos ferais ou de rua é de R$ 50,00 (macho) e R$ 80,00 (fêmea). Os castrados terão uma marquinha em uma orelha. O custo será rateado entres os moradores por uma “vaquinha”.

Convém lembrar que o maltrato ou tentativas de envenenamento de gatos é crime, com multa e prisão, de acordo com o “Estatuto dos Animais, que disciplina vários aspectos da convivência dos homens com os animais em Campinas”. Fonte PMC.

Área de risco – carrapato e febre maculosa

Em relação aos carrapatos, a Sra. Márcia, conhecedora de gatos, argumentou que carrapatos não se fixam em um gato saudável – relatou de casos raros de carrapatos em gatos doentes. De qualquer forma, lembrou que carrapatos e suas larvas podem ser levados por vento porque são muito leves e muito resistentes – uma larva pode ficar semanas sem alimento, que é o sangue de algum hospedeiro. Poucos carrapatos estão contaminados. Sempre que houver contato com o mato ou áreas de risco, revistar o corpo em até 5-6 h para retirar os possíveis carrapatos, pois antes deste tempo ele não transmite a febre maculosa. Mesmo assim, caso seja picado por um, toda a atenção deve ser tomada. E a extração do carrapato que está grudado na pele deve ser feita com cuidado para não causar reações alérgicas locais . “A febre maculosa é uma infecção grave e pode matar. […] e a orientação […] é ficar atenta, em até 15 dias, aos sintomas da doença: Febre, Dor de cabeça, Dor intensa no corpo, Mal-estar generalizado, Náuseas, Vômitos.” Fonte: G1.

Em resumo, os gatos dificilmente hospedam ou transmitem carrapatos.

“O GAAR é uma ONG que luta pelo bem estar animal promovendo a conscientização para a guarda responsável de cães e gatos, um trabalho contínuo de castração, vacinação e doação desses animais, esperando que com essa ação, num futuro próximo, bicho abandonado seja coisa do passado.” Fonte GAAR.

Você pode ajudar o GAAR com doação, lar temporário, sendo padrinho ou madrinha de alguns animais para adoção etc. Veja o site para mais informações.

Autor: admin

Samuel Rocha